Vidas
São ceifadas
Consumidas
Pelo fogo
Pelo álcool
Pela espuma
E a ferida
Tão doída
Tão nostálgica
É o que fica
Do sorriso
Já desfeito
Por saudade
E em brumas.
domingo, 27 de janeiro de 2013
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
A Penélope*
Olha, amiga
eu bem desejo
ver-te de novo
e no teu aconchego
encontrar
novamente
a resposta
para as minhas dores.
Mas esse mundo
tão cheio de flores
que um dia tivemos
hoje é nada
apenas espera
e desespero.
Segue, amiga
segue teu rumo
que eu, perdido,
entre Circes
Calipsos
Andrômacas
hei de um dia
encontrar-te
novamente.
Mas o mar é longo
Os caminhos vãos
E tu, há muito
Já não és meu norte.
* Resposta contraditória a um poema de Lilian Ney. Mas quem disse que o homem não é contradição?
eu bem desejo
ver-te de novo
e no teu aconchego
encontrar
novamente
a resposta
para as minhas dores.
Mas esse mundo
tão cheio de flores
que um dia tivemos
hoje é nada
apenas espera
e desespero.
Segue, amiga
segue teu rumo
que eu, perdido,
entre Circes
Calipsos
Andrômacas
hei de um dia
encontrar-te
novamente.
Mas o mar é longo
Os caminhos vãos
E tu, há muito
Já não és meu norte.
* Resposta contraditória a um poema de Lilian Ney. Mas quem disse que o homem não é contradição?
domingo, 13 de janeiro de 2013
Oração a Oxaguian
![]() |
| Oxaguian - Claudia Krindges |
Que os males dos meus inimigos encontrem, em teu escudo, reflexo especular.
Que a tua espada abra os meus caminhos e me auxilie na hora precisa.
Que o meu pensamento se eleve a ti
E que eu consiga encontrar a ferramenta necessária
Para pilar os problemas que me afligirem.
Em ti confio
Contigo guerreio
E juntos vencemos.
Porque eu ando vestido com as armas que Jorge te deu
E carrego comigo tua sagacidade e inteligência.
Que eu tenha tua elegância perante os contratempos
E tua agilidade em encontrar soluções.
Que nós sejamos um
E que possamos sempre dançar
Quando tudo parecer perdido.
E, quando Iku chegar,
Que eu te reencontre
De braços abertos
Após uma longa
E vitoriosa
Batalha.
Blavino III - Metapoético
blavino
é o retorno
à origem plena
é prever porvires
de um imenso ir e vir
em crescentes ascensões
que culminam em verso central
e as palavras s'esmorecem
buscando um universo
que é luz-escuridão
e o recriarão
ao fim feliz
doverso.
é o retorno
à origem plena
é prever porvires
de um imenso ir e vir
em crescentes ascensões
que culminam em verso central
e as palavras s'esmorecem
buscando um universo
que é luz-escuridão
e o recriarão
ao fim feliz
doverso.
sábado, 12 de janeiro de 2013
Blavino II
feito
o dito
está dito
não interdito
maldito desfecho
que não mais se reverte
viver, sim, é des...tru (ir-se)
em pequenos (mal)feitos
um (a) corda fere
cada palavra
que desfeita
nossangra
[e]dói.
o dito
está dito
não interdito
maldito desfecho
que não mais se reverte
viver, sim, é des...tru (ir-se)
em pequenos (mal)feitos
um (a) corda fere
cada palavra
que desfeita
nossangra
[e]dói.
Blavino I
amar
é crescer
dentro de ti
sentir-te nascer
renascendo-me em ti
fundir-nos, dois-um, a sós
nas (re) vira - voltas | da vida
é que desfazem-se os nós
a perderem-se os laços
dos nossos abraços
na tua partida
sou pedaços
e só.
é crescer
dentro de ti
sentir-te nascer
renascendo-me em ti
fundir-nos, dois-um, a sós
nas (re) vira - voltas | da vida
é que desfazem-se os nós
a perderem-se os laços
dos nossos abraços
na tua partida
sou pedaços
e só.
* O blavino é uma forma poética ideada pelos poetas brasileiros Juliana Ruas Blasina e Volmar Camargo Junior. Este reproduz a imagem de um triângulo ou pirâmide, apresentando uma estrutura estrófica 1-2-3-1-3-2-1. O primeiro verso está formado por uma única palavra e os seguintes vão aumentando progressivamente o seu número de sílabas, até alcançar a estrofe de verso único central, que é a linha poética de maior medida. Na segunda metade do poema, a medida das linhas decresce progressivamente até o último verso, que também está constituído por uma única palavra.
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