sábado, 24 de julho de 2010

A um amigo

Vai.
Parte.
Cerra as portas.
Mas não cerres as janelas.

Se nos estão proibidos os pés,
Que ao menos os olhos possam.

Que a imobilidade do aqui
Não me impeça de encontrar-te por lá.

E que a leveza do além
Não te faça do peso olvidar.

Vai.
Carrega as malas.
Mas não me leves o reflexo...

Das águas
Em que mergulho.


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