Cansei.
Cansei de mim, cansei de tudo.
Cansei da espera eterna por respostas.
Cansei das respostas escondidas em signos que não decifro.
Cansei dos signos indecifráveis que me tornam prisioneiro confuso de mim mesmo.
Amei.
Sim, amei.
E é isso o que mais me revolta.
Por que agora Eros foge de mim?
Que fiz, criança? Sempre te cultuei em meus versos!
Senti.
Senti falta de ti quando já era tarde.
Senti teus lábios trêmulos e estremeci.
Senti uma angústia e não achei motivo.
Senti raiva de mim por não sabê-lo.
E agora?
Que faço dessa angústia, desse amor, desse cansaço?!
Que faço de meus sentimentos tão confusos...
Quero fugir.
Mas de quê me adianta a fuga?
Não posso fugir do que desconheço.
E por isso fico aqui, inerte.
Cansar, sentir e amar... verbos tão próximos! Obrigada pelo comentário no meu blog! =)
ResponderExcluirO ser humano é realmente incrível. Sempre buscam motivos, tão óbvios, pra tanta dor e sofrimento.
ResponderExcluirO problema é encontrar a bendita obviedade.
Adorei a poesia. Muito linda. ;D
Muito prazer em enfim conhecê-lo, Giliarde!
ResponderExcluirNós só nos sabemos ao olhar o avesso, chafurdar por dentro - e a literatura nos permite isso. Claro que existem formas menos agradáveis e mais invasívas, com uma endoscopia(na melhor das possibilidades)...
Eu fico com a literatura, Obrigado! (risos)
Queria te seguir, mas não achei o 'reboque' do Blog. De qualquer forma, parabéns pelo trabalho! Beijus