
A corça refletiu, refletiu... e percebeu que não havia feito nada voluntário para que ela matasse o pobre Órion, e que, por pensar que a sua presença havia "ajudado" Ártemis a tomar tal atitude, tinha resolvido afastar-se de vez.
Já sabia que ela andava ao lado de Tífon e, mesmo com todo o mal que isso pudesse representar, havia a corça desaparecido das vistas de Ártemis. Andara pelos bosques à procura de algumas ninfas que a adotassem, e se satisfizera com a instável adoção de Eco, que ainda repetia de sua caverna as palavras de Narciso. A corça havia visto que jamais teria uma adoção completa, porque nem ela mesma se permitia tal.
Contrariando as Parcas, disse Ártemis que tudo é feito de escolhas. "Pois bem, que seja", pensou a corça. Tinha escolhido não intrometer-se no caso de Tífon (o qual Éris fazia questão de comunicar à corça com grotescas maçãs verde-musgo), e Ártemis fizera questão de exibir sua afetuosidade para com o monstro, vingando as feridas um dia causadas pela corça.
Este é o mal que habita o coração de ambas: as feridas abertas que não cicatrizam, porque quando estão a ponto de fazê-lo, o retorno da corça (ou da deusa) faz questão de escaramuçar as cascas e pisar naquilo de mais profundo que há nas duas... as doces lembranças encantadas por Morfeu.
Já sabia que ela andava ao lado de Tífon e, mesmo com todo o mal que isso pudesse representar, havia a corça desaparecido das vistas de Ártemis. Andara pelos bosques à procura de algumas ninfas que a adotassem, e se satisfizera com a instável adoção de Eco, que ainda repetia de sua caverna as palavras de Narciso. A corça havia visto que jamais teria uma adoção completa, porque nem ela mesma se permitia tal.
Contrariando as Parcas, disse Ártemis que tudo é feito de escolhas. "Pois bem, que seja", pensou a corça. Tinha escolhido não intrometer-se no caso de Tífon (o qual Éris fazia questão de comunicar à corça com grotescas maçãs verde-musgo), e Ártemis fizera questão de exibir sua afetuosidade para com o monstro, vingando as feridas um dia causadas pela corça.
Este é o mal que habita o coração de ambas: as feridas abertas que não cicatrizam, porque quando estão a ponto de fazê-lo, o retorno da corça (ou da deusa) faz questão de escaramuçar as cascas e pisar naquilo de mais profundo que há nas duas... as doces lembranças encantadas por Morfeu.
Ai... onde isso vai parar??
ResponderExcluirEspere os próximos capítulos da minha personagem eu-lírico, aiuehiauheihaiea
ResponderExcluirAguardando...
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