Aperta, sufoca, espreme, extermina.
Pisa, fere, machuca, revolve.
Chora, lamenta, maldiz tua sina.
Revive a dor que ainda te envolve.
E quando, um dia, vejas a menina
Que tanto quiseste quando tinhas nove,
Retoma a lembrança que tanto te mina
E espera - que um dia tudo se resolve.
Ou então não espera:
Ajuda, coopera, muda logo teu rumo!
Busca de novo aquela
Por quem tanto choras no mundo!
Esquece de quem lê os versos
Deixa de molhar as teclas
E tenta, de novo, trazê-la
Ou outro o fará por ti, mudo.
Talvez ela nem mais o queira
Talvez tenha mudado tudo!
Mas talvez só quisesse maneira...
De movê-lo daí, deste jugo.
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