Tudo está resolvido, ou ao menos disfarçado. Abandonando a Eco e a Clio, posso agora pôr os olhos no lago e mirar a imagem que se me apresenta. Imagem que não me traz sofrimento, ou dor, ou angústias. Imagem que permanece comigo todo o tempo e que, misteriosa, me prende a ela de tal forma que a cada dia me faz descobrir um aspecto novo de si. Me deleito a contemplá-la. Não ouço mais os lamentos de Eco, nem as lembranças ferinas de Clio. Hipocrene seca, e as águas que dela corriam refletem meus olhos, que já não vêem passado. Agora apenas olho para aquela imagem. E nada até o momento pode arrancar-me de tão boa sensação... Não sei o que está por vir, e nem projeto porvires. E, se definho aqui nesta miragem... definho bem, e melhor. Antes morrer vivendo, que sempre viver estando morto.
Fazia tempos que não te lia.
ResponderExcluirConcordo com o final: "Antes morrer vivendo, que sempre viver estando morto."
Ótima essa sensação de desprendimento, muita sorte a tua. :D
Beijão, adoro!
Texto bom, guri!!!
ResponderExcluirparabéns!
Vou seguir...sempre.
Abração!
Lindo, meu amigo. Simplesmente lindo...
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