segunda-feira, 17 de agosto de 2009

E nós olhávamos as águas. E eu só pensava em uma maneira de olhar pro lado e dar-te um beijo. É cômico. Simplesmente cômico. Não queremos nada. Decidimos ser felizes à nossa maneira: sozinhos. Mas esse teu perfume, esse sorriso que encanta, essa maneira filosófica de enxergar as coisas e essas estranhíssimas coincidências que nos tornam tão parecidos me assombram e
fascinam. Te encontro na Literatura
________Portuguesa, na Filosofia, no Universo
___________ de formas e cores que me rodeia. Em
_____________ peixes cor-de-laranja, prédios antigos,
________________ sonhos, águas, pontes, rodovias, ônibus,
__________________passagens, revistas, lembranças. Até no
________________ chimarrão (que não bebo) sou capaz de
_____________ ver-te, quando virtualmente dizemos
__________ besteiras no msn. Sei que lerás estas
________linhas, e que saberás que falo de ti. Mas... quer saber? Não me importo. Isto aqui não é uma declaração de amor, ou uma promessa de sentimentos vagos que possivelmente são apenas fruto deste momento de devaneio. Não te juro amor eterno, ou outro sentimento qualquer. Sinto. Às vezes momentaneamente. Um tanto precipitadamente também.

Combinemos o seguinte, então: sigo em meu amor cortês, ou em minha sedutora fantasia personificada em ti, que conjuras beleza, inteligência, e deliciosa imperfeição humanamente encantadora, enquanto saboreias os versos que te dedico daqui por diante, caso não queiras ir além disto. Lerás isto tudo e rirás. Eu sei. Também não entendo, e morro de rir cá da outra margem.

Um comentário: