Aprisionado por teus olhos,
vejo-me agarrado ao teu corpo e perdidamente embriagado pelo teu perfume.
Como consegues ser tão feiticeira?
Como podes, em tão pouco tempo, desestabilizar minhas certezas e manter-me cativo?
Sei que de alguma forma fui predador, desta vez, mas tu fostes a mais surpreendente presa que eu poderia conceber, e com toda tua sapiência inverteste os papéis em questões de segundos...
E esse teu cheiro...
Já não consigo mais não senti-lo
Não lembrá-lo
Não querê-lo.
Resta-me só a doce ilusão de tê-lo impregnado em minha pele cada vez que a deixo, escondida, sob a nossa "moita".
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