domingo, 25 de outubro de 2009

Sextas II

Me surpreende este olhar tão doce
A postura meiga disfarçada
As tantas coisas que não imaginas
Que eu aflito fico a observar.

Toda a magia que há neste mundo
Toda a escuridão que iluminas
São ferramentas que tu utilizas
Fruto de toda tua feitiçaria
Amor q', assombrando, me fascina.

Amor anterior não valeu nada
Coração morto reviveu contigo
E tenho medo deste amor-fascínio

E essa coisa de ter-te comigo
A todo o instante em que, só, reflito
Dum tanto que te amo não consigo
As tuas maneiras esquecer de vez
Já, pois, perdi toda a lucidez
Minha garganta só chama teu nome
Eu me componho somente de sons

Amor anterior não valeu nada
Coração morto reviveu contigo
E tenho medo deste amor-fascínio

Quero te dar amor por todo o tempo
Aquele em que eu for suficiente

Em que amor igual ao meu não haja
Em que maior amor que o meu não viva
Reviva sempre em ti minha lembrança
Que dor não exista, e que seja eterno (enquanto dure)

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