segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Iemanjá

És doce onda a afagar o só.
Salgada água a acordar a vida.
És o balanço em eterno convite.
És não querer jamais ver a partida.
Oh, mãe das águas!

És traiçoeira, e voluptuosa.
És a sereia que atrai sutilmente.
És tu o canto doce e envolvente!
És o afago sedutor da aurora.
Oh, bela amante!

És dona de toda a vida marinha.
És tu senhora da vida e da morte.
Devoto a ti toda a minha sorte.
Me dás presentes: tenho tua filha.
Oh, deusa generosa!

E por amá-la tanto, me envolveste
Mais do que nunca em teus fartos seios.
Oh, deusa, amante, mãe dos marinheiros...
Muito obrigado pelo que (já) me deste!

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