sábado, 28 de agosto de 2010

Relógio

O riso parte.
A vida corre.
A gente morre
Na despedida.

E vai-se a vida,
Imersa em arte.
E nós, em partes,
Fragmentados.

E vão-se todos!
Os enamorados
Os desesperados
Os apaixonados
Fiéis suicidas...

E vão-se as vidas!
E lá, ficam cacos...
Os vidros quebrados
As grandes partidas.

E vão-se os amigos!
E vão-se os amados!
Todos afastados.
Todos com suas vidas.

E a morte, querida,
Temida palavra
Mais abominada
Que qualquer sentido

É única, é só
A mais derradeira
Larval companheira
Efêmero giz.

É ela quem levo
Quem trago comigo
Meu único amigo
De aquí hasta el fin.

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