terça-feira, 7 de setembro de 2010

Poemeto no Salgado Filho

Pernas que se locomovem sem cessar.
Dinâmica que não permite estagnação.
Todos eles correm, nesta roda viva.
Eu não.

Envoltos em check-ins, entre malas e embarques,
Cada ser que corre sabe a própria direção.
Sabem de onde vêm e para onde partem...
Mas eu? Eu não.

Todos têm pressa, têm ansiedade.
Por isso já não correm, deslizam sobre o chão
Em direções várias, todos eles saem...
Eu não.

Mas toda a pressa tem de ter seu preço,
E para eles não há contemplação.
Seus olhos já não brilham, tampouco desejam...
Quisera sempre ser tal qual falcão!

Quisera ser como o são as aves:
Saber voar, ter máxima visão...
Mas só percebo e contemplo a vida
Porque espero - há horas - o avião...

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