Pequena fenda aberta
Observada,
Meu peito emana
Sanguíneo jorro
De vida
A extravasar-se
Em cristalização.
E, ao oxigenar-se,
Solidifica-se
Multiforme.
Informe.
Totalmente impreciso.
E então trabalho,
E à medida que
A ferida
Fechar-se
Ameaça,
Me esforço,
Movimento-a,
Não a deixo
Em pacífica estagnação
Até que se rompa
E a sangrar
Novamente
Se ponha teu peito.
E as marcas que deixas
As guardo.
Minúcia
Vivaz
E eterna
Mente.
Tua escrita está tão sensível, tão afiada. Lindo, lindo, amigão!
ResponderExcluiramor tem muito disso né? deixar a ferida sempre aberta... se fechar, é porque acabou.
ResponderExcluir=)