sábado, 19 de março de 2011

Rupturas

Era torpe brincadeira:
Eu fingia a ofensa;
Tu simulavas pesar.

Mas tu não soubeste brincar!
Para teres vã defesa,
Apelaste sem pensar.

E eu, que vivo a linguagem,
Percebendo-te a roupagem,
Tua ferida abri.

A dor, tão mal resolvida,
Todas as coisas vividas
Terminaram por ruir...

Se te ofendes, cara Clio,
É porque, neste vazio
Das almas desencontradas

Ainda pulsa em ti
Em pretérito porvir
A amiga enamorada.

Um comentário:

  1. Já passei por aqui mais de uma vez, gosto de ler e ler de novo, adoro esse poema em particular, ele me atrai...
    do mais vamos escrevendo nossas tristezas, nossas alegrias, ansiedades e tudo o que dá pra sentir...

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