Eu fingia a ofensa;
Tu simulavas pesar.
Mas tu não soubeste brincar!
Para teres vã defesa,
Apelaste sem pensar.
E eu, que vivo a linguagem,
Percebendo-te a roupagem,
Tua ferida abri.
A dor, tão mal resolvida,
Todas as coisas vividas
Terminaram por ruir...
Se te ofendes, cara Clio,
É porque, neste vazio
Das almas desencontradas
Ainda pulsa em ti
Em pretérito porvir
A amiga enamorada.
Já passei por aqui mais de uma vez, gosto de ler e ler de novo, adoro esse poema em particular, ele me atrai...
ResponderExcluirdo mais vamos escrevendo nossas tristezas, nossas alegrias, ansiedades e tudo o que dá pra sentir...