Mal tenho conseguido dormir. Essas lições têm me atordoado demais. Não consigo mais fugir nelas. Nem do desprezo dela. Nem do olhar de reprovação. Ela me odeia desde a primeira vez que me viu, é transparente. E, se nem ela, que só tem a mim, me quer, que motivo tenho eu pra permanecer? Nós só temos um ao outro, e ela insiste em renegar a minha presença como se eu fosse uma chaga aberta no pântano da sua existência, esperando o momento certo pra anunciar a tetania de uma dor que não tem remédio.
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