segunda-feira, 1 de abril de 2013

TDJFRPM 3

É como se eu estivesse alimentando a minha própria morte. Eu sinto ele mover-se dentro de mim como se um monstro me roesse as vísceras. Eu sangro. Eu sangro e choro e dói pensar que ele destruiu todos os meus sonhos. Nunca mais serei a mesma, e devo isso a ele. Ele mudou a minha vida, se é que em algum momento eu tive uma. Se é que eu ainda tenho uma. Se é que agora eu tenho uma. E o que me revolta é não saber-lhe sequer a fisionomia, porque isso talvez redimisse o meu asco à previsão. E se ele for copiado? E se ele for cópia? E se eles forem, um ao outro, o complemento que falta à minha morte?

Nenhum comentário:

Postar um comentário