No túnel do tempo
Nas ruínas do tempo
Tudo é circular:
A ferida aberta
Cicatriza
E abre
O coração aquecido
Gela
E quebra
As histórias seguem sendo as mesmas
As pessoas seguem sendo as mesmas
As almas são as mesmas e tudo o que se modifica são máscaras efêmeras
Édipo não pode fugir da ruína
Teseu não pode deixar de fugir
Egeu já estava morto desde antes do precipício
E o que nos resta, quando Penélope já não pode tecer?

"tudo o que se modifica são máscaras efêmeras"...
ResponderExcluirGostei muito, mas muito desta frase e, obviamente, do poema inteiro. Acredito que é um dos teus que mais gosto, além daquele, que esqueci o nome, que ainda é o meu orgulho (hehehe).
O tempo: uma constante sempre tão inconstante, tão condicionado a nenhuma condição imposta e impostora. Ah! O tempo! Tão amigo, não é!? Tão traiçoeiro, ora. Enfim, façamos dele o nosso aliado.
Ótimo, poema, meu amigo! Parabéns!! Como sempre tão doce nas tuas escritas e, ao mesmo tempo, soando algo melancólico, um desabafo, talvez, uma gota de lágrima. Não vou adivinhar e nem tentar fazê-lo. Foge à alçada de leitor e amigo. O artista, aqui, és tu e eu sempre gosto de ler o que tu escreves!
Um baita abraço!