Eu temo o definitivo
Eu tenho medo do coletivo
E não sei conviver comigo mesmo.
Eu temo a fixidez das coisas
Eu temo a falta de mudanças
E a mudança constante me aterroriza.
Eu temo a falta de alternativas
Eu temo o excesso de caminhos
E, se há dois, eu temo ter de decidir.
Sou um completo consciente de minha incompletude
E temo não poder completar o que me falta.
Por isso vivo o infinito de minhas limitações:
Para que, ao transcendê-las,
Eu chegue ao finito do meu deslimite.
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