
Oh, minha mais doce donzela
minha amada Dulcinea
Contigo vivo a sonhar!
Não sei se é falta dela
mas sei que eu, por não vê-la
olho pra Lua a chorar
Que falta me fazes, donzela
e teu doce caminhar
Para mim és como estrela,
que parte e encerra o luar
Se meu coração trovador
por ti parar de cantar
Saiba, estarei morto, amor
Porque tu és o meu ar
E aos espanhóis de plantão
Que a ela ousarem cortejo
Les digo, navegantes, de antemão
Vejais a ela como eu vejo
Pois se a tratares mal
Eu, como um sertanejo
Os levarei ao portal
Daqueles sem luz nem desejo...
Eu vos adoro tanto, e com tal fervor
que mesmo em face do maior temor
luto com todas as forças que tenho
e se a vejo feliz aí onde estás
ainda que triste por não ver-te mais
em tua felicidade não intervenho
Mas, nos enunciados em que me perco
e me delato, e sofro, e me entrego
Desisto de tentar ser o dono
pois que de ti são todas as palavras
não nego.
Puxa, meu Quixotinho... que alma, a tua! Que inspiração, que coisa mais linda, isso que fazes! Estás na linguistica e na língua estrangeira, mas acho que esse dom não se pode perder... Sabes que te queria trabalhando comigo no espanhol, né? Mas olha isso que fazes aqui!
ResponderExcluirLindo, Quixote, lindo!
A chuva é que choveu comigo...
ResponderExcluirÉ a catarse dos dias solitários...
Poema lindíssimo!
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