O ciclo das águas recomeçou.
Debaixo da aparente rocha,
Nascentes e rios transbordam
Correndo ao encontro das dores que não são curadas.
Essas dores guardadas,
Que não deixam vestígios nem tão pouco coerência,
Parecem vir à tona toda vez que troco de estação.
Troco por conta: ontem fui verão, antes primavera,
Agora uma mistura gélida, fria e triste
De neve e folhas que caem.
Caem também meus véus,
Assim como as rochas - sólidas fragilidades.
Como eu queria exterminar as chagas que se escondem nesta caverna.
Nenhum comentário:
Postar um comentário