domingo, 10 de maio de 2009

Incoerência

O ciclo das águas recomeçou.
Debaixo da aparente rocha,
Nascentes e rios transbordam
Correndo ao encontro das dores que não são curadas.

Essas dores guardadas,
Que não deixam vestígios nem tão pouco coerência,
Parecem vir à tona toda vez que troco de estação.

Troco por conta: ontem fui verão, antes primavera,
Agora uma mistura gélida, fria e triste
De neve e folhas que caem.

Caem também meus véus,
Assim como as rochas - sólidas fragilidades.

Como eu queria exterminar as chagas que se escondem nesta caverna.

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