Ahh, teus olhos!
Estes negros diamantes
Que me tornam um pobre cativo
Em uma simples mirada.
Deles fujo,
E acabo por cair em uma armadilha pior...
Vítima do quartzo rosa e de todas as conchas
Do teu vasto mar.
Agora, cativo insone desta manhã de domingo,
Busco incessantemente por teus diamantes,
Teu quartzo rosa e teu vasto mar...
Por tuas alvas fontes, néctar divino.
Mas tu se me olvidas,
E te escapas como água por entre os dedos da mão.
Deves estar dormindo, dada a alvorada que chega,
Mas o não ver-te e o não saber de ti uma notícia sequer
Às vezes sempre me deixa carente.
E por ser a corporificação do drama
E do fiasco, da hipérbole ou do que lá quer que seja
É que, insone, fico a esperar só por ti:
A mísera mulher que em um piscar de olhos
Roubou-me o bem mais precioso que eu poderia ter
E aprisionou-me com seu feiticeiro requebro
E astúcia, e volúpia, e carinho, e meiguice, e desejo.
É tarde.
Já sou somente a aparência de um rapaz orgulhoso e seguro do que quer.
Tu me levaste todas as certezas, e com elas levaste também o meu peito.
Diante de ti, sou apenas um menino a conhecer-se,
E a encantar-se com a magnitude da vida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário