sábado, 10 de abril de 2010

Falta em décimas

De todas as coisas que tenho...
De todas as horas que restam...
Das vagas armas que mostro,
Das certas imagens que monto,
Não restam senão perguntas.

E dentre as épocas por que passei,
De todos esses espíritos que conheci...

Não houve um que tanto me encantasse,
Não houve nem sequer elo mais forte,
Não houve nunca tão grandioso laço.

Se há neste mundo ser iluminado,
Incrivelmente espantoso seria
Que como em luzes o sol se irradia
Exista melhor alma deste lado.
És o tesouro mais valorizado
Nest' universo tão surpreendente.

Por tant' amar-te me vejo surpreso,
Já que és humano elo, eternidade.
És tu meu maior bem, meu mor carinho.
Vejo contigo o valor da amizade:
Tão gran amor encontro em ti fraterno.

2 comentários:

  1. Das vagas armas que mostro,
    Das certas imagens que monto,
    Não restam senão perguntas.

    Lindo, Giliard. De uma verdade sem igual...
    Bjos!

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  2. Giiii, adorei! Lindo, profundo. Algo que só tu poderias escrever, lógicamente.

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