terça-feira, 5 de outubro de 2010

I

Amável poeta,
Que pensas fazer,
Se em tuas palavras
Só reina a morte?

Conduzes a vida
És seu próprio centro
Mas às tuas feridas
Não há cura ou sorte.

Inútil tentar
Teu vão alimento
Não há mais sustento
Não há quem se importe!

Definha, poeta,
Na terra.
E em seu seio,
Encontres a vida
Não tida:
Teu norte.

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