Fossem os atos impensados,
Fossem as vagas do mar a tragar-me.
Fosse o brilho das pérolas
Com que me encaravas,
Ou o perfume de rosas
Que, sublime, exalavas.
Antes fosse esse tudo
A te compôr
A causa de tanto temblar.
Mas nada.
O que me movia as vontades
E a sede de lâmina e sangue
Eram os pavões, os reflexos
A buscarem o teu - meu! - olhar.
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