O cão ladra
O cão ladra
O cão ladra e
Em seu ladrar
Há um grito
De socorro
E no seu grito
Especular
Eu me encontro
A mim
Que grito
Há tanto
Em silêncio
Cão que ladra
Não morde
E eu
Sem ladrar
Já comi meus dedos
Tão fartos e
Cansados
De apontar
A um futuro
Há um futuro
Ah, um futuro
Que eu não sei
Se existe mesmo
Daquele lado
Ou do lado
De cá
De calma
E paciência
Inesgotáveis
Que essa vida
De cão
Não cessa
De pedir
Mas o cão ladra
E eu nado
No nada
Da minha vida.
Eu também.
ResponderExcluirBaita poema, amigo! :)
Dos gritos presos na garganta entendo bem. Adorei o poema.
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