Hoje caminhei pelo vale das Hortênsias. E cheguei a ver-te no rosto de outra ninfa. E isso foi tão doloroso... Ela usava os mesmos trajes, tinha o mesmo caminhar e o mesmo olhar enigmático. Eu poderia ter me apaixonado por ela, pensei, se ela não fosse tão parecida contigo e não estivesse num lugar tão rememorável.
Abandonei-a. Sozinho, em lentos passos, fugi daquele lugar: fui às lembranças. E eu que pensava que elas estavam se apagando... Jurei que, depois de a ter encontrado com Pã, me afastaria (afinal os vales são domínio dele, e eu nada tenho a fazer se sou um plebeu sem reinos, vestes ou veículos reais).
De repente me vi nas nossas águas. Ou melhor, nas minhas águas. Naquelas águas que tanto contemplamos e às quais recorro toda vez que necessito compartilhar com elas as lágrimas humanas que tenho guardadas. Sim, eu sou humano. Sofro, erro, choro, lamento, tenho recordações e sinto dores. Mas não me subestime por isso.
Também senti o vento. O ruidoso e furioso vento que assolava o meu caminho. O vento que poderia ter sido um beijo teu ou até mesmo um tapa de ódio e que, só por representar um contato, já trariam o natural sorriso das nossas cômicas e sempre inadequadas atrapalhações.
Agora ouço música. Essa não esteve presente em nossa história. Acho que nunca a ouvimos em ocasião nenhuma, jamais comentamos algo sobre ela ou vimos um filme que a contivesse em sua trilha sonora. Mas (não sei porque diabos!) ela me traz também uma nostalgia tristonha.
Todos os signos estão contra mim hoje. Todas as hortênsias estavam, assim como as águas não vistas e o vento sentido! Como se não bastasse... agora ouço outra música. E essa faz questão de intensificar as sensações da outra, em letra e melodia.
Abandonei-a. Sozinho, em lentos passos, fugi daquele lugar: fui às lembranças. E eu que pensava que elas estavam se apagando... Jurei que, depois de a ter encontrado com Pã, me afastaria (afinal os vales são domínio dele, e eu nada tenho a fazer se sou um plebeu sem reinos, vestes ou veículos reais).
De repente me vi nas nossas águas. Ou melhor, nas minhas águas. Naquelas águas que tanto contemplamos e às quais recorro toda vez que necessito compartilhar com elas as lágrimas humanas que tenho guardadas. Sim, eu sou humano. Sofro, erro, choro, lamento, tenho recordações e sinto dores. Mas não me subestime por isso.
Também senti o vento. O ruidoso e furioso vento que assolava o meu caminho. O vento que poderia ter sido um beijo teu ou até mesmo um tapa de ódio e que, só por representar um contato, já trariam o natural sorriso das nossas cômicas e sempre inadequadas atrapalhações.
Agora ouço música. Essa não esteve presente em nossa história. Acho que nunca a ouvimos em ocasião nenhuma, jamais comentamos algo sobre ela ou vimos um filme que a contivesse em sua trilha sonora. Mas (não sei porque diabos!) ela me traz também uma nostalgia tristonha.
Todos os signos estão contra mim hoje. Todas as hortênsias estavam, assim como as águas não vistas e o vento sentido! Como se não bastasse... agora ouço outra música. E essa faz questão de intensificar as sensações da outra, em letra e melodia.
Que eu lírico mais depressivo e confuso... Acho que ele deve ser libriano... É só pode ser...
ResponderExcluirLindas palavras, acho que a vida é isso mesmo um baú de recordações, onde volta e meia nos agarramos em uma delas pra saborear as alegrias ou amargar as tristezas .
Que eu lírico mais depressivo e confuso... Acho que ele deve ser libriano... É só pode ser... [2]
ResponderExcluirLindo o que escrevestes, puro sentimento...
Mas algo me diz que esse vento vai trocar de direção e tua sorte vai mudar. ;D
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