
Não sei porque insisto em ver estas imagens que tanto me doem. Um tanto masoquista, visito tuas fotos mais uma vez e vejo nelas a ausência de um "eu" que um dia fez parte de um "nós" e era feliz. O sujeito que constituía tua frase teve seus predicativos substituídos, e os antigos predicativos agora pertencem a outro sintagma nominal. "Triste" passou a ser o modificador do núcleo isolado que dantes formava par num sujeito composto que era uno.
Como todo bom sintagma - deslocável e substituível - tive minhas propriedades fundamentais postas em prática, e agora sou apenas a possibilidade de construção. O que enche meu verbo de adjuntos, intensificando-o, é o fato de que sou eu a conjunção causal desta oração e deste tempo verbal que tende ao pretérito perfeito, mas que ainda não se consolidou como tal.
Quatro porquês se colocam em meu texto, referindo-se a diferentes pronomes (todos os pessoais singulares e um único do número plural). O pronome plural parece estar-se apagando, e o primeiro dos singulares também, em relação ao segundo; fortalecem-se apenas o segundo e o terceiro, que em instantes tornar-se-á o primeiro, quando este houver sido borrado de vez.
Resta-me apenas aguardar por um modificador, ou por um advérbio que torne perene a significação do verbo mais importante que tenho a oferecer em forma de substantivo. Superlativos hiperbólicos me vêm à mente, e lembro que, apesar da aparente minúcia insignificante proveniente da tua forma, tinhas para mim a melhor substância, e o valor que te devotei não encontrei mais em nenhuma enciclopédia linguística.Quatro porquês se colocam em meu texto, referindo-se a diferentes pronomes (todos os pessoais singulares e um único do número plural). O pronome plural parece estar-se apagando, e o primeiro dos singulares também, em relação ao segundo; fortalecem-se apenas o segundo e o terceiro, que em instantes tornar-se-á o primeiro, quando este houver sido borrado de vez.
Não sei se isso tem alguma função apelativa por detrás da poética, mas sei que há uma função não identificada por Jakobson: a transbordante, caracterizada pela emergência de palavras que se dão quando o enunciador não consegue mais suportar a realidade discursiva com a qual se defronta. Em algum momento esgotam os adjetivos, os adjuntos, os verbos, os complementos. Resta apenas um núcleo que, sozinho, só consegue interagir com verbos sôfregos e intransitivos.
Resta também um substantivo abstrato que impossibilita a explicitação do simples - manifesto de forma complexa - nessas linhas. Mas Clio conseguirá compreendê-lo.
Seria muito mais fácil se nós só nos apaixonassemos por quem gosta da gente.
ResponderExcluirSabe, o melhor de amar é sofrer, lutar e não deixar a pessoa amada ir embora. Mas se ainda assim não der certo, é melhor começar a sofrer por outra pessoa, Gili.
A busca pela felicidade não pode cessar, nem que pra isso seja necessário sofrer muito.
Adorei Gili, ficou perfeito. :*