
As coisas só passaram a ficar piores quando deparei-me com Tífon e seus caninos a cercarem a pobre deusa. Quis alertá-la, mas já era tarde: aquela que tanto espreitara a corça fora pega inesperadamente pelo monstro das caninos gigantescos. Éris, que conseguia mirar a mim, à corça, à deusa e ao monstro simultaneamente (não sei se por obra de Argos, não sei se por sua visão periférica), deliciava-se com a cena, e fazia o possível - e o impossível - para ferir aquela corça imobilizada pela situação presenciada - nunca havia visto tantas possibilidades de concretização dos males.
Dos componentes da tríade, o que me deixou menos receoso (em mínima parte) foi o monstro que, apesar da aparência, tinha olhos que me pareciam um tanto quanto bondosos. Também foi, coincidentemente, o que menos aterrorizou a corça, que não se importou de interagir com ele.
Rumaram os quatro ao Olimpo, para participar do cortejo de Afrodite, que vinha de outros montes. Lá encontraram outros deuses e deusas, e a corça, sentindo-se acuada, pretendia fugir. Não poderia fazê-lo: já que ela fora em parte culpada pelo rumo que tomara - ninguém lhe ordenou que andasse por aqueles campos - , restava-lhe apenas a solidão costumeira em meio à multidão.
Pouco a pouco, formaram-se triângulos, quadrados, hexágonos... e a corça, perdida, permanecia numa reta que tinha duas extremidades bem definidas: C e A. [...]
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