Às vezes, sempre nunca consigo deixar-te sem sentir um vazio imenso, do outro lado do portão.
E meu corpo te implora que fique,
E não mais me governa a razão.
E quando te encontro, meu corpo revive.
E quando te deixo, não existe noção
Expressa por vocábulo que seja capaz
De dar conta de tanta aflição.
Meu mundo é opaco sem tua doce visão.
É a tua presença que me traz alegria.
Às vezes meu peito ganha imensidão
Quando encontro teu belo sorriso, menina.
E não há sintaxe, conceito, razão
Não existe semântica ou teoria lingüística
Que consiga explicar tamanha afeição.
Porque Cronos pra ti é somente um menino
Com quem brincas alegre e também me cativas.
Quisera eu que vistes como anda meu peito
E o quanto teus olhos me encantam, guria.
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