terça-feira, 15 de setembro de 2009

Palavra

Quisera eu ter o dom da palavra.

Se fosse poeta, poderia traduzir em palavras a dimensão que tem o brilho que te adorna os olhos e o quanto teu sorriso me torna cativo de meu próprio coração.
Se fosse cantor, cantaria a poesia de teu talhe e mostraria ao mundo o efeito que causa o teu corpo no meu.
Se fosse escritor, descreveria a suavidade calorosamente intensa de teus lábios, que se convertem em ostras quando me beijas, guardiãs das mais belas pérolas que compõem teu sorriso.
Se eu tivesse o dom da palavra, conseguiria mensurar em vocábulos as sensações que me causa teu cheiro.
Seria capaz de registrar no papel a poesia da tua existência.
Poderia explicar a atração titânica de nossos corpos e a tranquilidade voluptuosa de teu colo.
Saberia expôr ao mundo a alegria que me invade quando enlaçamos as mãos, e a vida que guardas em teu sorriso quando compartilhamos pensamentos instantaneamente semelhantes.
Se eu soubesse usar a palavra, te abraçaria com meus parágrafos e eternizaria o gosto de teus beijos num verso simples e encantador.
Mas... já que não me foi dado este dom e que só consigo pensar em ti e respirar o perfume que deixas em minha pele quando partes para teu castelo,
Já que jamais, em tempo ou lugar algum, alguém será capaz de definir em palavras os sentimentos que me tomam quando nos encontramos e quando vejo em teu rosto dois diamantes castanhos que ofuscam o brilho de qualquer mulher - por mais bela - que contigo queira competir.
Já que não me foi dada a faculdade de exprimir o divino em obras humanas, e que não sou bom o bastante para idolatrar-te tanto quanto tu mereças...
Digo somente que me tens cativo.
O que contigo vivo não tem solução:
Tornei-me presa de meu coração.

Nenhum comentário:

Postar um comentário