Teus olhos, pequenas formas arredondadas
Repletas de fogo,
Me aquecem o peito de tal maneira que quando não te tenho comigo
Sinto-me gélido,
E a natureza não é mais suficiente para acalmar meu coração.
Só os teus olhos,
Só estes pequenos reflexos de água
Conseguem tranquilizar-me e acender-me de um modo único,
Como teu nome.
Quando os vejo,
Da vida sinto um tal lampejo
Que, se pudesse, encararia-os
Como fez Narciso à sua fonte.
A diferença entre o mito e eu está no escopo desta relação:
Enquanto ele não toca o próprio reflexo,
Eu em ti vejo o homem feliz que me tornei
E só consigo estar nesta condição porque te tenho em meus braços.
E é assim,
Nos instantes em que te tenho nos braços
Que eu quisera eternizar os abraços
Parar os relógios
E contigo
Amar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário