Contigo quero ser metalinguístico: quero amar-te só por amar e, através do amor, te ensinar a conviver com isso. Quero eliminar teus medos e aflições, e te mostrar que tudo se supera. Quero abrir o invólucro com que te cobres e fazer com que não só eu veja a beleza deste teu olhar, muito maior que qualquer descrição física de beleza que eu possa elaborar em vastas linhas. Quero ter-te, e tendo-a fazê-la perceber que nem toda a posse é ruim, que nem todo querer é doentio, que nem todo medo tem razão.
Quero viver contigo sem projeções, mas também sem os véus que nos cobrem. Só quero os véus de tua dança, os quais delicada e sensualmente desvelas a cada olhar de serpente que me cativa e me hipnotiza a ponto de fazer-me perder todas as armas. Orgulho, soberba, tudo se esvai. Fica somente um resquício de dignidade que não hei de perder, nem que para isso eu chore os sete oceanos.
Eu te amo, tão encantadoramente que às vezes temo, mas ainda assim me aventuro. Sou como Robinson Crusoé: em uma ilha (admirando a sereia que, enfeitiçando-me, me leva ao fundo das águas e me mata em fascínio, todo dia).
Lindo!! Pena que nem todos tem ou descobriram ter a capacidade de sentir tais sentimentos...
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